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  • A PROMETIDA - Esse livro está somente no AMAZON, mas tive a oportunidade de ler no Wattpad(já foi Retirado). Eu o classifico como comédia romântica. Amei Mansur, o S...
    Há um ano

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A PROMETIDA








    Mansur Mohamed Al Jain, Sheik árabe, magnata do petróleo.
    Nádia uma mulher de origem árabe foi prometida em casamento, preparada para isso desde a adolescência. Quando esse dia chega, ela não encara tão bem assim, e espanta seu pretendente, pois ela luta pela sua liberdade de escolha. 
    Surge a proposta de trabalhar para o Sheik Al Jain. O pai de Nádia só permitirá que ela trabalhe com a seguinte condição: que o Sheik arrume um pretendente para Nádia.
    Nádia acaba se apaixonando pelo Sheik, o homem por trás da realeza. Mas ela entende que seu amor é impossível, já que Mansur é noivo de Raina, e a mãe dele também a lembra constantemente qual é o papel dela na vida do Sheik.
    no AMAZON

    RAPTADA PELO BANDIDO



    RAPTADA PELO BANDIDO
       
       
       
            Se prepare para fortes emoções. Uma boa trama, diálogos inteligentes e muitas reviravoltas.
            Tiros, sequestro, investigação, brigas tudo isso num lindo romance.
       
       
            SINÓPSE:
       
       
            Ryan Miller
       
            "Meu Deus ela não pode ficar com Tom. Amo Abby e farei de tudo para ter a guarda da minha sobrinha."
            Abby é uma linda garotinha de cinco anos, filha de Tom, o chefão do Bloods. Ryan irmão de Tom quer a guarda da menina. Ela está passando uns tempos em sua casa. Ele a ama e não se conforma de sua sobrinha ficar nas mãos de seu irmão um bandido.
            Ryan, sem saber, contrata Rebeca, a policial que ficará infiltrada em sua casa.
       
            Sophia Anders
       
            Sophia é uma investigadora, sabe tudo sobre Tom Miller. Ela o estudou, antes de pegar esse caso.
            Ao se infiltrar na casa dele, a última coisa que ela espera é ser empurrada para o mundo do infame criminoso Tom Miller, um homem perigoso que todos odeiam e o temem.
            Quanto mais ela tenta afastar seus sentimentos, mais ela se vê envolvida com ele, tirando o controle que ela se agarra desesperadamente.
            Tom Miller
       
            "Meu nome é Tom Miller, um grande Chefão do tráfico de drogas, minha gangue é os Bloods. Sou poderoso, reverenciado e temido no meu meio e entre meus homens."
            Tom Miller sempre teve o poder e o controle. Depois de uma vida cheia de crimes em um bairro violento, ele volta para sua cidade natal. Na casa de seu irmão, ele conhece a linda Rebeca, a babá de sua filha, Abby, contratada pelo seu irmão.
           Ele se sente logo atraído por Rebeca. Acostumado a ter tudo que ele considera seu, tenta fazer com que ela se apaixone por ele, antes que ela descubra o lado obscuro de sua vida. O que ele não sabe é que Rebeca, nada mais é que Sophia, policial da força tática, infiltrada para colocá-lo na cadeia.


    LIVRO COMPLETO:

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    TEMPESTADE TROPICAL

    Quando uma mulher obstinada e muito sedutora sucumbiu na própria armadilha.
    Dinah Fontanne é uma empresária obstinada e levemente tempestuosa, alguns inimigos a chamam de viúva de ferro. A mulher de pouco amigos leva uma vida acima de qualquer suspeitas. Acostumada a mudar o rumo das vidas das pessoas, aparentava ainda ser devota à memória do primeiro marido e a todos os negócios da família Fontanne, a qual ocupa a cadeira da presidência. O que quase ninguém imaginava, era que Dinah tinha sim as suas aventuras amorosas entre uma reunião ou outra, ou no silêncio da sua luxuosa cobertura. Porém, ela não imaginava que o seu alvo seria também a sua ruína. Benício Pavano, escolheu a cidade São Paulo para vencer pelos próprios méritos, mesmo que isso fosse algo bem difícil de alcançar. Sócio de uma agência de publicidade com poucos clientes, o rapaz aprendeu a usar uma arma a seu favor: a beleza. O que ele não esperava era a chegada de uma mulher rica e misteriosa que mudaria completamente a sua vida. Ela deixaria todos aos seus pés, porém ele só queria uma pessoa aos seus pés.
    Um encontro.
    Trocas de favores.
    Sentimentos à flor da pele.
    Poderia um coração de gelo se sentir aquecido no meio de uma tempestade?

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    A BELA E A FERA




    UM CLÁSSICO NOS TEMPOS MODERNOS.

    Após o acidente que o deformou, Santino nunca mais foi o mesmo. Seu coração foi rachado como o seu rosto. Se fechando para todos, ele se afasta; tendo como única preocupação e foco: o seu trabalho.
    Três anos depois, a notícia que seu pai está muito doente, força seu retorno para casa e seu reencontro a mulher do seu passado.
    A linda e doce Marina era uma tortura. Uma garota determinada que se aproximava dele cada vez mais e o instigava a sair das sombras.


    O LIVRO ESTÁ NO AMAZON POR APENAS R$ 1,99

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    Santino Berluccine



    Eu ergui o rosto ao me deparar com o grande casarão do meu pai. Meu coração se agitou no peito. Já fazia um ano, desde a minha última visita. A casa estava com aparência de abandonada. As plantas ao redor que antes eram bem cuidadas pareciam mato alto, sem nenhum corte ou um toque de paisagismo.

    O passado que sempre me atormentou, agora estava a minha frente novamente, querendo me assombrar. Aquele lugar representava toda uma vida deixada para trás. Desde o maldito dia do meu acidente.

    — Senhor... — Disse o motorista, não me olhando muito no rosto, ao parar em frente da casa enorme. —Tem certeza que é este é o lugar? O senhor está um bocado de tempo olhando para a casa.

    Por um momento, eu perdi a habilidade de falar.

    —Sim, é esse. — Respondi, recompondo-me. Tirei algumas cédulas da carteira. —Fique com o troco.

    O homem o pegou sem me olhar direito de novo. Alguns me olhavam com insistência, outros faziam como ele. Por mais desconfortável que fosse a atenção pública diante do meu rosto deformado com aquela horrível cicatriz, hoje eu encarava isso com mais naturalidade.

    O motorista desceu do carro e pegou minhas duas malas e as colocou no chão. Depois que ele foi embora, eu, cheio de inquietação e tormento, bati com força na porta. Nenhuma resposta, já era mais de três horas da manhã. Não insisti. Lola deveria estar dormindo. Estiquei o braço e passei a mão por um buraco que tinha em cima da porta, a chave extra estaria ali.

    Bingo! Nem tudo tinha mudado, pelo menos isso permanecia como nos velhos tempos.

    Peguei a chave e a virei na fechadura, agora era torcer para que ela se abrisse e não tivesse nenhuma tranca a mais nela. A porta se abriu. Tranquei a porta e não me dei o trabalho de acender as luzes, estava tão exausto que a claridade não faria nada bem para os meus olhos cansados. Levei apenas um momento para que meus olhos se ajustassem a claridade baixa do ambiente. A iluminação lá de fora incidia sobre a sala, vindo dos grandes janelões e isso, aos poucos, me ajudou na visualização de tudo.

    Caminhei em direção a escada que daria aos quartos. Só em pensar em subir, a onda de exaustão se elevou. Suspirei e comecei a subir, degrau por degrau, um de cada vez.

    No corredor caminhei até meu antigo quarto sem fazer barulho, não queria acordar Lola, e muito menos a enfermeira que cuidava de meu pai.

    Alguns segundos depois, abri a porta do quarto. Estava um breu, mais escuro que a sala. Tentei localizar o interruptor tocando a parede.

    Merda! Ele ficava aqui. —Pensei comigo. —Depois de muito tatear a parede para encontrá-lo, desisti. “?”

    O quarto estava bem escuro. Caminhei tirando os sapatos em direção ao criado mudo, onde deveria ter um abajur. Esfregando meus olhos cansados, tirei a jaqueta de couro e a joguei no chão, desafivelei o cinto da minha calça e continuei a caminhar até meu pé afundar no tapete macio ao lado da cama. Quando dei outro passo, pisei em algo duro que me fez ver estrelas.

    —Merda! —Blasfemei.

    Passei meu pé sobre o objeto de novo. Ao toque, pareciam sapatos.

    Sapatos de salto altos?

    Nessa hora ouvi um movimento na cama.

    Tinha alguém dormindo na cama!

    Meu coração se agitou no peito. Estendi a mão e achei o criado mudo e depois o interruptor do abajur, o acendi.

    Com surpresa vi uma linda mulher adormecida bem no meio da enorme cama. Os cabelos longos e loiros estavam sedutoramente espalhados pelo travesseiro. Fiquei estático.

    Não! Não podia ser! Não desse jeito, não agora! Eu tinha me preparado mentalmente para isso, mas não para esse preciso momento.

    Cazzo! Non in questo modo. (Droga! Não assim desse jeito!)

    Meu coração disparou no peito e meu estômago embrulhou. Fiquei a olhar para ela, sem saber o que fazer. Ela então espreguiçou-se languidamente e virou o rosto em minha direção. Eu prendi o ar dos pulmões.

    A luz do abajur acesa a incomodou e ela piscou os olhos e aos poucos os abriu. Quando ela me focalizou, sentou-se abruptamente, segurando o lençol junto ao peito nu. Seus olhos se arregalaram em choque. Soltou então, uma exclamação abafada e depois gritou, um grito tão ardido que doeu meus ouvidos.

    Cazzo! Droga! Merda!

    Eu não consegui falar naquele primeiro momento. Era muito para a minha cabeça. Apenas estendi as palmas das mãos para que ela não gritasse mais. Era uma forma de dizer que estava tudo bem.

    Eh. Talvez não! — Foi pior, ela saiu rápido da cama levando o lençol preso ao corpo. Estava prestes a gritar novamente, quando eu consegui sair daquele bloqueio mental e falei rápido.

    —Pare! Eu não vou te fazer mal algum.

    Eu tinha consciência da minha figura parada ali. Acordar assim, com um homem desfigurado como eu, era realmente assustador. Uma grande tristeza apertou o meu peito.

    —Fique longe de mim! —Ela disse pegando um copo vazio do criado mudo e o erguendo para me acertar.

    —Não, não faça isso. Eu sou...filho de Lúcio. —Eu disse, com o coração agitado para a linda mulher à minha frente, que estava muito assustada com minha tenebrosa presença.

    Os grandes olhos verdes piscaram para mim. Ela parecia afogueada.

    Seu corpo então foi relaxando.

    —Eu sei quem...você é....—Notei que seus ombros se afrouxaram enquanto falou em meio a um suspiro.

    Meu coração parou de bater com suas palavras, minha espinha formigou.

    Aquilo era um pesadelo.

    Fechei os olhos, achando que ela teria desaparecido quando eu tornasse a abri-los.

    Luzes fortes no quarto me fizeram abrir meus olhos.

    — Meu Deus! Santino!

    Eu virei minha cabeça em direção a voz, me sentindo como se estivesse nu. Totalmente consciente que, a luminosidade do quarto, deixaria meu rosto mais exposto. Ao ponto de eu estar me sentindo deslocado e transtornado. Já fazia um bom tempo que a cicatriz e as queimaduras não me incomodavam tanto quanto nesse momento, era a primeira vez que eu me enfrentava Marina assim.

    —Tia Lola. —Eu sorri para minha tia e caminhei até ela com os braços abertos. Logo recebi seu abraço apertado e um beijo no meu pescoço.

    Ela fungou, eu a apertei emocionado também. Quando a fitei, meus olhos brilhavam pelas lágrimas.

    —Meu querido, pensei que viesse amanhã cedo.

    —É cedo, tia. E olha que foi difícil encontrar uma passagem, todos os voos estavam lotados.

    Ela sorriu ainda emocionada.

    —Mas não tão cedo.... Bem, mas que bom que já está aqui!

    Lola virou seu rosto para a linda mulher que nos observava. Agora era a hora da verdade e eu me angustiei.

    Ela se lembra de mim?

    A SEGUNDA ESPOSA (JÁ NO AMAZON)

    Khadija Zahrah Abdala perdeu seus pais quando tinha dez anos de idade. Seu pai era árabe, sua mãe inglesa. Ela nunca precisou seguir os costumes rígidos, seus pais eram mais liberais. Mas com a morte deles, tudo mudou e Khadija foi morar com seu velho tio, irmão mais velho de seu pai e que por muito tempo morou no Marrocos e que segue a tradição ao pé da letra.
    Ela passa então, a ser criada para casar, seguindo a tradição, pois segundo seu tio, essa era a função da mulher no mundo árabe.
    Um pretendente lhe é arranjado. Zafir Youseef Xarif.  Um CEO, lindo, charmoso e rico...ela se casa com ele.
    Zafir se mostra tudo que uma mulher deseja ver em um homem. Romântico, cuidadoso, carinhoso. Logo ela se apaixona por ele e deixa de se sentir como um cordeirinho sacrificado.
    Masssssssss.........
    Khadija não sabe: ela será a segunda esposa.





    Que reviravolta cruel!
    Eu tinha que compartilhar meu marido. Não era um sapato, não era um vestido, ou um colar, mas sim o homem que eu amava.
    Como esquecer tudo que vivemos?
    Como não me importar?
    Como deixar de sofrer?
    Essa era eu. Eu tinha tudo, mas num único momento tudo mudou.
    Agora você conhecerá minha história.




    Khadija Zahrah Abdala

    Vestida com roupas discretas, que não valorizava em nada minhas formas cheguei da rua e entrei no hall da casa de tio Ali. Minha liberdade há tempos estava comprometida. Estava vestida com roupas escolhidas pelos meus tios. Minhas lindas roupas se foram, agora eu vestia para agradá-los. Elas eram tradicionais, austeras.
    O cheiro forte de incenso indicava que alguma coisa estava diferente. Meu tio recebia alguma visita.
    Me lembrei do carro preto e imponente estacionado em frente à garagem.
    Era um clima inconfundível de recepção a alguém importante. Uma nuvem negra passou na minha mente quando me lembrei que meu tio sempre que podia batia na mesma tecla, que eu já estava na idade de casar, vivia me preparando psicologicamente para eu aceitar o dia que eu ia conhecer meu pretendente.
    Com essa sensação de mudança que eu teria na minha vida, eu estaquei. Senti um nó na garganta que lembrava medo.
    Da sala eu podia ouvir o burburinho de vozes. Tremendo me aproximei mais.
    —Ela chegará daqui a pouco. Só foi comprar café.
    Apertei o pacote de café que eu carregava em minhas mãos.
    Droga! Eles estavam falando de mim para alguém.
    Respirei fundo, com o coração agitado no peito e as pernas moles, passei pelo hall e entrei na sala.
    No lindo sofá negro um homem grisalho estava sentado com uma mulher também grisalha. Ele deveria beira uns 80 anos e ela uns 65. Meu tio quando me viu sorriu para mim. Eu estremeci.
    —Khadija! Vem minha querida, quero te apresentar a família de seu futuro noivo...
    Me senti uma prisioneira de uma situação que eu já tinha discutido com meu tio e que não concordava.
    Se meus pais fossem vivos, eu não estaria nessa situação. Desde que eles morreram num acidente de carro, eu estava morando com meu velho tio, que tinha uma mente retrógada, com pensamentos de nossos antigos costumes.
    —Salam Aleikum. —Eu cumprimentei a todos. Baixei os olhos e o rosto em respeito, serviçal, como meu tio ensinou e não encarei o senhor à minha frente.
    —Aleikum Salam. —O senhor me cumprimentou com um sorriso.
    —Khadija, sente-se habibi. Você se lembra que conversamos a respeito desse dia?
    Meu tio me apontou um lugar vago no sofá ao lado dele. Assenti para ele obediente, coloquei o pacote no aparador e as chaves e me sentei. Me sentindo encurralada, fitei minhas mãos no colo. 
    —Esse é o senhor e senhora Youseef Xarif. Eles vieram especialmente para te conhecer.
    Eu encarei meu tio e assenti, sorri para ele e depois olhei para eles. Eu não sabia o que fazer, estava um pouco envergonhada com a situação.
    —Você cursou até que ano? —O Senhor perguntou.
    —Fiz até o ensino médio.
    Meu tio sorriu e explicou:
    —Ela não prosseguiu com os estudos devido a tristeza que acometeu nossas famílias. Khadija perdeu os pais cedo, veio então morar comigo. Desde esse dia, eu a tenho preparado para contrair matrimônio.
    —Você tem quantos anos minha jovem? — A senhora Youseef Xarif me perguntou.
    Respirei fundo e me obriguei a olhar para ela.
    —Vinte e dois Anos. — Engoli, lutando contra as lágrimas; isso era difícil, muito mais difícil do que eu imaginara
    O senhorzinho sorriu com aprovação. Era natural na minha cultura as famílias, no caso, os pais do meu pretendente, conhecerem a futura esposa primeiro. Caso eles se agradassem, eu conheceria o filho deles.
    —Você sabe cozinhar? —A senhora Youssef perguntou.
    Meu tio respondeu por mim:
    —Maravilhosamente bem. Ela aprendeu com sua falecida mãe. Faz um carneiro como ninguém. E a minha esposa também tem lhe dado algumas aulas de culinária.
    —Tudo bem, só perguntei para conhecê-la melhor. —Sim, para saber se eu era prendada e serviria bem meu marido.
    A senhora sorriu para mim com simpatia, eu forcei um sorriso.
    —Você não parece muito feliz com a possibilidade de se casar?
    A pergunta dos Youssef me fez me lembrar das palavras de meu tio quando eu passei a morar com eles:
    "Esqueça sua vida passada, você agora tem obrigações comigo, afinal, eu que te sustentarei daqui por diante."  Na minha ingenuidade eu não sabia o peso delas. Agora eu as entendo muito bem, eu apenas serei sacrificada como um carneiro.
    Como emudeci, meu tio me olhou com apreensão:
    —Imagina! É que minha Khadija é tímida. Não é habibi? 
    Eu fiquei com dó dele, afinal ele fora criado assim e pensava ser o melhor para mim. Como um robô, eu concordei com um gesto de cabeça dizendo:
    —Sim, meu tio.
    Titia surgiu na sala e convidou todos para participarem do café da tarde. Logo ocupamos nossos lugares à mesa. Como em câmera lenta, observei meu tio e minha tia não pouparem elogios a minha pessoa.
    Quem era o meu pretendente?
    Por que esse mundo era tão machista ao ponto de eles virem a minha casa para me conhecerem, sendo que meu tio, nem conhecia direito meu noivo?
    Com certeza o fato de ele ser rico era o requisito necessário para eu ser sacrificada.
    E a índole do homem, ninguém questionava?
    Logo ouvi eles comentarem que meu casamento seria no Marrocos.
    O quê? Por que eu teria que ir até Marrocos para me casar? Pelo que eu entendi, meu noivo morava em Londres?
    Quando começamos a comer, a conversa finalizou. Isso meu falecido pai me ensinou. Sentar-se à mesa para comer era algo sagrado, como um ritual, sem conversas, sem distrações. No máximo elogios pela comida.
    Enquanto eu comia, seguindo todas as regras de etiqueta, usando os talheres certos, cada vez que nos era servido um prato —Assimiladas por um curso que fiz e pago por meu tio— a palavra "Marrocos", ficou piscando na minha cabeça.
    Fica calma. Seus familiares são procedentes de lá, e seu noivo deve ter uma família numerosa lá, também.




    CENAS DE UM CASAMENTO


    CENAS DE UM CASAMENTO
    Julia nº256 / Edição de Colecionador nº24
    Copyright: Robyn Donald
    Título Original: “Return to Yesterday”
                               Publicado originalmente em 1984 

    Ela quis gritar e não pôde, quis bater nele e sentiu o corpo todo paralisado de dor... Craig, seu marido, estava na cama com outra mulher! Sufocou a angústia e saiu devagar, até que o desespero a fez correr. A cena havia acontecido há seis anos e, desde então, ela vivia sozinha na Austrália, se refazendo, construindo uma Catlin mais segura e feliz. Precisava apenas buscar o dinheiro que deixara na Nova Zelândia
    porque Craig, voluntarioso como sempre, exigia que ela fosse pessoalmente. Que exigisse! Levaria um susto ao reencontrá-la; ela é que ria exigir o divórcio. Sabia que o encontro forçado ocultava uma armadilha, mas sentia-se preparada para correr riscos. Até que o marido a apertou nos braços e impôs: "Você ainda é minha mulher, portanto..."

    TRECHO
    Catlin abriu a porta da frente assobiando, como sempre fazia quando estava contente.
    - É você, Catlin? Venha tomar café. Acabei de coar - Deb falou da cozinha.
    As duas dividiam um apartamento e se davam muito bem. Eram da mesma idade, quase da mesma altura, mas Catlin era loira, com cabelos puxando para o dourado, enquanto Deb era morena, com cabelos pretos.
    - Chegou uma cartada Nova Zelândia para você - Deb avisou, assim que a amiga entrou na cozinha.
    Catlin jogou a bolsa sobre uma cadeira, sentou na outra, e por um instante ficou olhando para o envelope, com listras vermelhas e azuis, cores da bandeira da Nova Zelândia. Seu olhar era apreensivo, a boca estava crispada formando uma linha fina. Finalmente, com dedos trêmulos, ela rasgou o envelope e pegou as folhas para ler.
    Deb levantou para pegar o café e as xícaras. Quando sentou novamente, serviu a bebida e ficou esperando que Catlin terminasse de ler. Ao ver a expressão aborrecida da amiga, não se conteve mais:
    - Más notícias?
    - Mais ou menos. Craig não vai liberar o dinheiro, a não ser que eu vá até a Nova Zelândia para encontrá-lo.
    - Craig? Seu advogado não se chama Stretton?
    - Não confunda as coisas, Deb. Craig é meu marido.
    - Marido? - Deb abriu a boca, espantada. - Nunca me disse que era casada! Conheço você desde que chegou na Austrália, quando tinha só dezoito anos, lembra-se? Fazia três semanas que estava morando aqui. Como pode ter se casado sem que eu soubesse?
    Catlin riu com vontade. 
    - Claro que lembro de tudo. Acontece que casei com Craig quando tinha dezessete anos, antes de você me conhecer.
    Deb arregalou os olhos, achando tudo aquilo incrível e mediu de alto a baixo a amiga, tão jovem, alta e elegante, muito bem vestida. 
    - Casada... com dezessete anos! Não consigo acreditar, Catlin! Vai me contar tudo ou prefere esquecer?
    - Vou lhe contar todos os detalhes. Nunca toquei nesse assunto antes, porque no começo me machucava muito. Depois, achei que não importava mais.
    - Como não importava! Você era quase uma criança! É um fato que pode marcar uma vida! 
    - Tem razão, Deb. Marcou mesmo. Logo que vim para a Austrália, tudo que fazia era para provar a mim mesma que Craig estava errado a meu respeito. Não pretendia vê-lo de novo, mas tinha que provar isso. Ele me achava ignorante, por isso, consegui me formar na faculdade. Me acusava de ser ingênua e boba, por isso me tornei sofisticada, aprendendo a me vestir bem, a ser elegante... Dizia que eu não era culta, por isso, passei a freqüentar teatros, cinemas e a ler o que pudesse... Bem, tentei ser tudo aquilo que Craig pensava que eu não era. 
    - Agora posso compreender uma porção de coisas, Catlin. Por exemplo, porque nunca se envolve com ninguém. Você sempre paquera, às vezes namora, mas não quer nada mais sério. 
    - Pois é, Deb. Não quero cair em outra armadilha. Prometi a mim mesma que nenhum homem me fará sofrer de novo. 
    - Por que casou com Craig?
    - É uma longa história. Meu pai tinha uma fazenda em Mount Fay, na Ilha do Sul, na Nova Zelândia. Nós morávamos lá sozinhos, pois mamãe morreu quando eu ainda era bebê. Eu nunca saía da fazenda, a não ser para ir ao dentista ou à cidade com meu pai. Nunca fui à escola e fiz meus estudos por correspondência, ajudada por papai. Tínhamos uma governanta, mas quando eu estava com doze anos, ela se aposentou e eu me encarreguei da casa. Era muito feliz, amava meu pai, portanto... não fazia questão de mais nada.

    - Devia ser muito inocente...
    - Nem pode avaliar quanto!
    - E aí, como conheceu seu marido?
    - Logo depois que fiz dezessete anos, papai teve um enfarte. Felizmente não foi muito sério e ele se recuperou logo. Mas achou que não daria mais conta do serviço da fazenda e resolveu vendê-la. Craig Loring ficou interessado e apareceu em casa para saber as condições.
    - Ele comprou?
    - Sim.
    - Nossa, devia ser muito rico! Quantos anos ele tem? Não vá me dizer que é velho?
    - Naquela ocasião, ele devia ter vinte e seis anos e estava viúvo há pouco tempo, com uma filha de dois anos para criar. Acho que Craig ainda não tinha se recuperado da morte da mulher. Quanto ao dinheiro, os Loring sempre foram uma família muito rica. Controlavam vários negócios, não só fazendas, como gado, exportação e outras coisas. Craig já nasceu rico e Mount Fay seria só mais uma de suas propriedades.
    Deb não perdia uma palavra da amiga. Bebericava seu café, mas não desviava o olhar do rosto expressivo de Catlin.
    - E por que Craig casou com você?
    - Sei lá! Acho que nem ele sabe. Talvez ainda estivesse muito chocado com a morte da mulher. Ela ficou doente durante seis meses e eles devem ter sofrido muito, nesse tempo. Já cheguei a imaginar que Craig casou comigo porque não sabia que outra atitude tomar. Logo depois que papai vendeu a fazenda, teve outro enfarte, dessa vez, fatal. E não sei por que tinha feito um testamento, deixando Craig como meu tutor.
    - Seu pai gostava tanto assim dele?
    - Craig é o tipo de pessoa em quem os homens confiam à primeira vista. Papai achava que ele era um cara excelente, Então deixou-o como meu tutor, responsável por uma grande quantia que eu só deveria receber quando fizesse vinte e cinco anos. Acho que, por causa disso tudo, Craig pensou que não tinha alternativa a não ser casar comigo!
    - Ele não estaria interessado no seu dinheiro?
    - Não acredito nisso. Craig já tem dinheiro de sobra e não é mau-caráter.
    - Que tal ele é.
    - O príncipe encantado de qualquer adolescente! - Catlin riu ao ver o espanto da amiga. 
    - Estou dizendo a verdade! É bem alto, com mais de um metro e oitenta, forte, queimado de sol... muito sexy. Tem o cabelo castanho e um sorriso de artista de cinema!
    - Nossa! Nem dá para imaginar. Por favor... conte mais.
    - Embora eu o odeie, reconheço que é o homem mais sensual que já vi na vida! Tem os olhos muito azuis, que às vezes são frios como aço, outras... suaves como veludo! É muito bonito, mas acima de tudo é charmoso e sensual! As mulheres perdem a cabeça por ele!
    - Meu Deus! E você... tão ingênua e simples! Não teve muita chance, não é
    - Nenhuma! Nosso casamento foi feito junto da cama de papai, pouco antes de sua morte. Depois Craig me levou para Auckland, onde a família vivia, numa casa enorme. O estranho é que meu marido nunca tentou fazer amor comigo...
    - Você teve que morar com a família toda?
    - Exatamente. Com a mãe, as irmãs, os amigos que não saíam de lá. Craig dizia que eu devia me sentir em casa, mas nunca me tratou realmente como esposa. Acho que a essa altura nós dois sabíamos que tínhamos cometido um engano terrível. Eu percebia que ele não me amava... mas foi a mãe dele, Emily, quem me disse claramente que Craig não estava interessado em ir para a cama comigo.

    JURA SECRETA


    Jura Secreta
    Difficult Decision
    Janet Dailey
    Coleção Julia, nº 150
    Série
    Romances Editora Abril, 1980

    Dentro da piscina aquecida, sentindo os flocos de neve caírem em seus olhos, sua boca, no rosto todo, Deborah era feliz. Porque a seu lado, beijando-a e acariciando-a, estava o atraente Zane Wilding, o homem que ela amava com todas as forcas. Naquele momento, a paixão envolvia-os como a água morna, eles só queriam se entregar ao amor. Mas sabiam que era um amor impossível, pois Zane jamais abandonaria a esposa, uma mulher alcoólatra e emocionalmente desequilibrada desde a morte do filho pequeno. Deborah, vivendo pela primeira vez a emoção de amar e ser amada, não podia renunciar a Zane, o grande amor de sua vida. Mas será que ela teria forças para ser eternamente a "outra"?


    VITRINE DE ILUSÕES


    Vitrinas de ilusões
    Windows to hapiness
    Nancy John
    Coleção Bianca, nº 372
    Série
    Romances Nova Cultural, 1993
    Dawn nunca iria imaginar as consequências que teria de enfrentar ao aceitar o convite para jantar com o ex-namorado. Agora era uma mulher casada, e Warren Hemingway, seu cínico e charmoso marido, jamais admitiria vê-la saindo com outros homens. Mas como poderia submeter-se às exigências dele, uma vez que, logo após voltarem da lua-de-mel, Warren fora correndo para os braços de Velda Knight, a famosa atriz com quem mantinha um caso?

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    Eternos Desconhecidos


    Eternos Desconhecidos
    A Man os Means
    Kay Thorpe
    Coleção Bianca, nº 178
    Série
    Romances Editora Abril, 1982
    Apesar de Mark Sénior ser muito mais velho do que ela, além de bastante experiente com mulheres, Dana não tinha dúvidas de que queria casar com ele. Estava apaixonada. Amor à primeira vista. Excitada, esperou por sua primeira noite de amor... e teve uma amarga decepção. Mark deixou-a sozinha na cama. Para ele, Dana não passava de uma criança, uma esposa-menina. Não a desejava, nem percebia sua paixão. Então, por que quis casar com ela? Angustiada e confusa, Dana não entendia mais nada. Numa situação dessas, quem poderia culpá-la por se envolver com Brendon, o sedutor irmão mais moço de Mark?


    O DRAMA DE UMA MULHER CASADA


    O drama de uma mulher casada
    Time Out of Mind
    Kay Thorpe
    Coleção Sabrina, nº 513
    Série
    Romances Nova Cultural, 1988

    Um paraíso de praias brancas, palmeiras esguias, vegetação luxuriante. Uma ilha do Caribe onde Alice vivera um dia, antes de perder a memória. Agora estava de volta, querendo resgatar o passado perdido. Tudo o que lhe diziam era que fora casada com Paul Hamilton. Mas havia outro homem: David, seu cunhado, o amante que a fizera pecar. Ele de novo a seduzia, querendo reviver momentos de delírio sensual. Alice o desejava com loucura, mas as sombras do passado ainda a impediam de aceitá-lo. Como confiar num homem que traíra o próprio irmão?
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    RENASCER EM TEUS BRAÇOS


    Renascer me teus braços
    The Silver Flame
    Margaret Pargeter
    Coleção Bianca, nº 241
    Série
    Romances Editora Abril, 1983
    Suavemente, Jane começou a tatear o rosto de Paul, sem pensar na loucura dos seus gestos. Inebriada por esta experiência, sentia uma forte convicção de que nunca estivera tão próxima de um corpo masculino, que nunca dormira antes ao lado de um homem, mesmo sabendo que fora casada numa vida anterior, agora sepultada nas névoas de sua memória. Paul era irmão de seu marido, não tinha o direito de sentir esta atração irresistível por ele! Devia envergonhar-se do que estava fazendo, devia acordá-lo e mandá-lo sair. Por que não fazia isso? Por que não barrava a invasão daquela onda de ternura que começava a tomar conta de todo o seu ser?

    O IRMÃO DO NOIVO


    Michelle Reid - O Irmão do Noivo

    *Daqueles!!! Desde que foi apresentada como noiva do irmão, Rafe a trata como se a detestasse, fazendo de tudo para impedir o casamento. Quando o noivo a abandona no altar, Rafe pede para que ela case com ele, com a desculpa de livrá-la da vergonha e limpar o nome da familia, o que ela não sabe é que ele sempre foi apaixonado por ela, mas o irmão chegou primeiro...

    Piers Danvers a tinha abandonado diante do altar, mas Rafe Danvers, seu irmão, estava esperando para ocupar o seu lugar. Rafe era o irmão mais velho e o cabeça do império da família, e precisamente tinha sido  ele quem tinha convencido Piers de que a abandonasse. E com essa mesma determinação, fazia questão de que ela se casasse com ele.

    Aturdida como estava, Shaan aceitou sua proposta mais surpreendente ainda porque  até o momento, Rafe tinha agido como se a desprezasse. E de repente queria dizer ao mundo que ela era sua esposa... E não só no papel, senão de fato e de direito!


    CORAÇÃO ETERNO

    Coração Eterno - Linda Howard
    CORAÇÃO ETERNO LINDA HOWARD

    Em uma fração de segundo, as pessoas que ele mais amava não existiam mais...
    Um trágico acidente tomou de Rome Mathews seus bens mais preciosos: Diane, sua esposa, e os dois filhos. E deixou Sarah Harper sem sua melhor amiga. 

    Nos dois anos que se seguiram à tragédia, Sarah desejava se aproximar de Rome, mas ela sabia que deveria guardar para si seu maior segredo: sempre fora apaixonada pelo marido de Diane. Agora, contudo Rome precisa dela. E, ainda que seu coração pertença eternamente a outra mulher, Sarah aceita ser sua esposa, sabendo que tudo tem um preço, inclusive o amor. 

    Mas um acontecimento inesperado reacende sua esperança de que um casamento por conveniência possa se transformar em uma verdadeira união. 

    Continuará Rome lutando contra seus próprios anseios por uma mulher que ousa acreditar que na vida há sempre uma segunda chance... ou finalmente cederá ao poder do amor?

    PARA NUNCA MAIS CHORAR



    Para Nunca mais Chorar
    Giant of Mesable
    Janet Dailey
    Coleção Sabrina, nº 95
    Série
    Romances Editora Abril, 1978
    Você pode me odiar quanto quiser, disse Rolt, cínico.Mas vai ser minha, em todos os sentidos! A surpresa deixou Alanna ofegante. Rolt sabia perfeitamente que ela estava apaixonada por Kurt, que ia se casar com ele. Como se atrevia, então, a disputá-la com o próprio irmão? Mas ele ia pagar caro por esse atrevimento! Desta vez o arrogante Rolt Mathews não ia conseguir o que estava querendo, pensou Alanna, aceitando o desafio. Ela não ia colaborar, de jeito nenhum. Ele podia fazer o que quisesse, mas nada no mundo obrigaria Alanna a se casar com outro membro da família Mathews, que não fosse Kurt.




    O beijo do Pecado


    O beijo do Pecado
    A wilder Shore
    Série
    Daphne Clair
    Coleção Julia Especial Edição de Férias, nº 5
    EditoraNova Cultural , 1980
    A faixa branca de areia estava deserta e minúsculas luzes piscavam na margem oposta do porto. Mas Elise via apenas o brilho dos olhos de Shard, que se aproximava para tomar-lhe os lábios vermelhos num beijo faminto. A pedra do anel de noivado cintilou ao luar e Shard estancou. Ergueu-lhe a mão com firmeza, puxando o anel. Aquele era um sonho proibido. Elise não podia ceder. Semanas depois, saindo da igreja acompanhada de Peter ela acreditava que a mágica noite na praia pudesse ficar no esquecimento...
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    MEU PRIMO, MEU PECADO


    Meu primo, meu pecado
    King Country
    Margaret Way
    Coleção Sabrina, nº 176
    Série
    Romances Editora Abril, 1970
    Encravada no coração da Austrália, aquela era uma região misteriosa e selvagem. Lá Stella tinha passado a infância e para lá voltava agora, depois da morte do pai. Para a terra das gigantescas fazendas de gado e do poderoso Dartland King, um homem de magnetismo e capacidade extraordinários, que tinha a força e o brilho de sua terra. Quando criança, Stella considerava o primo Dart um verdadeiro herói ... mas já não era mais uma menina. Ao chegar, descobriu que havia outra mulher na vida de Dart: a exuberante Rochelle. E que nunca mais as coisas seriam como nos bons tempos ..

    SECRETA OBSESSÃO - CHARLOTTE LAMB

    Nerissa tentara amar o marido, Ben. Porém, era seu primo, Philip, quem significava tudo para ela, desde a infância. Agora Philip estava em coma, no hospital, e talvez esse fosse o único motivo que poderia fazê-la procurá-lo novamente. Precisava ver Philip de qualquer jeito, mas como diria a Ben? Ele já fora traído antes e era orgulhoso demais para permitir que outra traição acontecesse em sua vida. Valeria o pena pôr seu casamento em risco e ir atrás de seu antigo amor
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    CAPÍTULO I


    — Estarei de volta na sexta-feira — Ben avisou.
    Estava de costas para ela, mas era possível ver seu reflexo no espelho do guarda-roupa. Arrumava a gravata azul de seda com toda calma do mundo, como se tivesse o dia inteiro para se aprontar.
    Nerissa, por outro lado, estava mais nervosa do que nunca. Seus olhos azuis voltavam-se constantemente para o relógio, mas logo se desviavam, antes que Ben notasse alguma coisa.
    Ele era muito perspicaz. Se notasse sua ansiedade, começaria a fazer perguntas. Então ela entraria em pânico e se denunciaria antes mesmo de notar. Era o que acontecia com muitas pessoas, quando interrogadas por Ben. Ela própria já testemunhara isso no tribunal. As testemunhas começavam a tremer a voz, empalidecer e acabavam se traindo.
    Do ângulo onde estava, podia ver o perfil de Ben. Seguro e intimidador. Os olhos verdes ágeis, penetrantes.
    Quando ele finalmente terminou de ajeitar a gravata, conferiu o relógio. Oh, Deus, por que ele estava demorando tanto?
    Nerissa respirou fundo, tentando manter a voz calma.
    — Seu táxi está esperando — disse.
    — Pedi que viesse as oito e ainda faltam dois minutos. Ele pode esperar — Ben respondeu num tom calmo que a deixou ainda mais tensa.
    Se ele não saísse logo, ela perderia o trem. Angustiada, aproximou-se da janela e espiou através da cortina de renda. Londres estava banhada pelo sol do outono. Uma leve brisa fazia as folhas das árvores balançarem nos jardins do outro lado da rua.
    — O dia está muito bonito — comentou com irônica melancolia.
    Era sempre assim. O tempo parecia zombar de você em momentos de dificuldade. Para Nerissa, seria melhor que estivesse nublado ou mesmo chovendo.
    Ben fechou a mala e colocou-a no chão. Nerissa ainda nem fizera suas malas. Não quisera arriscar. Jogaria algumas coisas em uma maleta enquanto esperava pelo táxi.
    Claro que também não ousara reservar um com antecedência. Ben não poderia nem sonhar que ela iria sair.
    — Ligarei para você essa noite, do Hague — disse ele. Ela já tinha a desculpa preparada, mas mesmo assim sua voz não saiu muito firme:
    — Talvez eu fique até tarde no trabalho. Gregory quer que eu vá até Worcester para visitar um cliente. Ainda não sabemos a extensão do trabalho e pode ser que demore o dia inteiro para acertarmos tudo. Não sei a que horas voltarei.
    Não deixava de ser verdade. Gregory lhe dera instruções para o trabalho no dia anterior, só que Nerissa não dissera a ele que não iria realizá-lo. Telefonaria para o escritório depois, antes de sair.
    Os braços de Ben a enlaçaram pela cintura e ele encostou o queixo no alto da cabeça dela. Nerissa ainda não havia escovado com cuidado a massa sedosa de cabelos negros.
    — Irá sozinha ou com Gregory? — Ben quis saber. — Não confio nem um pouco nele. Não deixe que flerte com você!
    Ben sorria enquanto falava. O chefe de Nerissa era muito bem casado e nunca demonstrara o mínimo interesse por ela.
    — Como se isso pudesse acontecer! — replicou ela, tentando demonstrar que também se divertira com o comentário.
    Estavam casados há apenas três meses. Fora um romance relâmpago. Nerissa ainda nem recuperara direito o fôlego, depois da rapidez com que tudo acontecera. Na verdade, nem tivera tempo de pensar com calma no que estava fazendo. Havia tanta coisa que ela não conhecia a respeito de Ben...

    Sublime Tentação Janet Dailey


    Sublime Tentação
    Janet Dailey


    Seth Talbot era atraente, excitante, o tipo de homem que despertava a atenção das mulheres. E era também o novo pastor da igreja da pequena Eureka Springs. Um verdadeiro presente dos céus!
    Só que nada nele fazia lembrar um homem de Deus, nem o jeito informal de se vestir, nem o modo sensual de andar, nem o olhar ardente, cheio de promessas... Abbie logo viu que seria impossível ficar ao lado dele sem alimentar desejos inconfessáveis e sem atrair os comentários ferinos da comunidade. Seth era viril demais, rebelde demais, independente demais, e estava numa idade em que também era capaz de pecar...

    terça-feira, 1 de agosto de 2017

    Dois Amantes

    Dois Amantes 
    Amy J. Fetzer 
    (Sabrina 1371)

    Dias de sol, mar e paixão!
    Katherine e Jake estão vivendo por alguns dias em uma ilha deserta. Sozinhos por ali podem se amar sem reservas nem pudor. Tudo parece maravilhoso, mas não é! Ela havia sido seqüestrada e ele tentara salvá-la das mãos de um terrorista. Mas a missão de resgate falhou e, agora, estão perdidos, dependendo apenas um do outro para sobreviver. Não há comida, energia elétrica nem mesmo abrigo. Há apenas dois amantes que vão descobrir que o importante é o amor!